Bicicleta para sua saúde

bicicleta saude

Cuidar da própria saúde e do meio ambiente ao mesmo tempo parece uma coisa meio distante, quase utópica. Entretanto, para um estudante de engenharia da PUC, isso se tornou meta de estudos e de produção. Gustavo Soares Tonucci desenvolveu, por conta própria,um protótipo de bicicleta estacionária, capaz de gerar eletricidade sem causar nenhum tipo de poluição. Em resumo, a ideia de Gustavo Tonucci fez com que a sua pedalada fosse mais limpa e eficiente.

Entre vários itens necessários para construir sua bicicleta, o principal deles é uma bateria veicular do mesmo modelo dessas utilizadas em carros comuns de passeio. Ela é instalada na parte dianteira da bike e acumula a energia mecânica gerada por meio das pedaladas. Essa energia mecânica, por sua vez, é transformada em energia elétrica, o que possibilita que ela seja usada para conectar eletrônicos e eletrodomésticos de pequeno porte, como celulares, liquidificadores, batedeiras, equipamentos de som, entre outros. “A geração de energia está diretamente ligada à capacidade física da pessoa que está pedalando. Quanto maior a velocidade angular (rotações), maior a rotação da pedalada e, consequentemente, maior será a rotação do alternador, gerando, assim, uma maior quantidade de energia, que será acumulada na bateria”, explicou Gustavo durante a apresentação do projeto, ocorrida durante a 7ª edição da Mostra Tecnológica do Instituto Politécnico (Ipuc) da PUC Minas.

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Para construir a engenhoca, Gustavo usou uma tradicional Monark, do modelo Barra Forte, desenvolvida na década de 80. O maior diferencial da sua criação, segundo ele próprio, está na possibilidade de o sistema bateria-alternador ser montado numa bicicleta, o que facilita o transporte e ocupa o menor espaço possível se for comparado com outro veículo. Ele explica que o projeto foi muito desafiador, mas a maior dificuldade estava em pensar um sistema que provasse que, no momento da pedalada, seria gerada a energia elétrica. ” Para isso, foi acoplado, na bicicleta, um painel com cinco lâmpadas pequenas, que variam seu brilho de acordo com o ritmo da pedalada, indicando, com isso, a geração de energia”, diz.

Apesar concluir o processo, Gustavo ainda não pesquisou o tempo necessário para uma recarga completa, já que isso pode variar de acordo com cada usuário. Sua ambição é fazer com que sua criação se torne útil como fonte de geração onde não há redes de energia elétrica e que ela possa ser usada, por exemplo, em salas de spinning a céu aberto. Tomara que ele consiga.

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